Qual o tamanho do seu apetite sexual ?

downloadO diário de uma submissa, por si só, já tem um titulo auto explicativo. Neste livro, será revelado através da narração de Sophie como sua vida saiu do comum para as práticas BDSM. Ele revela episódios peculiares do universo sadomasoquista ao qual ela se envolveu, o que para alguns pode soar um pouco pesado ou libidinoso demais.

A forma como o tema foi abordado e passado para o publico foi crucialmente importante. Pois nele Sophie não tem medo de expor seus gostos sexuais e tende a ser muito sincera em relação a seus sentimentos ao relatar tanto o que passou quanto o seu posicionamento ao escrever cada página que carrega a história de sua descoberta.

O livro faz com que o leitor enteda que ao escolher o estilo de vida BDSM você está disposto a concordar não somente com o que te da prazer. E ao ceder a submissão pode ser um jogo perigoso, pois você fica livre de fazer escolhas dando permissão para que outra pessoa tome as rédeas da relação no momento e ali ela vai leva-lo aos limites da dor e do prazer.

Sendo uma jornalista experiente . Ela soube trabalhar bem a forma como a obra foi escrita pois ela prende a atenção por diversos aspectos, estes que por sua vez podem variar de leitor para leitor . Este não é um manual de como se tornar um DOMINADOR ou uma SUBMISSA. Mas sim a narração da vida de uma mulher que encontrou um meio de explorar seu lado sexual .

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Confições de um alterego

Não se encaixar em lugar algum se tornou um habito, pouco me importo com o que acontece ao meu redor , ajo com indiferença para tudo em que sou exposta, as vozes que antes disputavam por espaço em minha mente agora vivem em harmonia . Entro em transe e não consigo sair , passo a não escutar o que tentam me dizer, fico estática, apenas um corpo ali paralisado, que por vez perdesse em outro tempo e espaço.
Capaz de passar horas imóvel contemplando o nada com uma mente conturbada que continua a neutralizar o corpo . Existe uma razão para as memórias terem sido apagadas, um passado que se transforma em vácuo é tudo o que resta .
Vejo imagens distorcidas, rostos estranhos e nada …
Assim como sinto-me a cada dia vazia, fria e condenada a solidão. Incapaz de amar e se dar verdadeiramente, incapaz de confiar e ser confiável.
Alterego que compartilha minha alma, indomável só me resta renunciar  o controle ou fazer um acordo , qual ? Não existe!
Uma música atravessa meu corpo, contagia , envolve, mexo-me mas o outro não responde , onde você está ? Meu amor, minha perdição , meu nada. Como viver com ambos ou mais se quando preciso, vácuo .
Tento ver um rosto mas não consigo , não sei qual voz chama não á sexo, provoca , tenta, desaparece .
Se tento me encaixar no calor de outro corpo, lutam por medo das venturas , não importa, sempre vencem. Talvez, esteja na hora de tomar o controle ou talvez eu sinta prazer nessa brincadeira .