Confições de um alterego

Não se encaixar em lugar algum se tornou um habito, pouco me importo com o que acontece ao meu redor , ajo com indiferença para tudo em que sou exposta, as vozes que antes disputavam por espaço em minha mente agora vivem em harmonia . Entro em transe e não consigo sair , passo a não escutar o que tentam me dizer, fico estática, apenas um corpo ali paralisado, que por vez perdesse em outro tempo e espaço.
Capaz de passar horas imóvel contemplando o nada com uma mente conturbada que continua a neutralizar o corpo . Existe uma razão para as memórias terem sido apagadas, um passado que se transforma em vácuo é tudo o que resta .
Vejo imagens distorcidas, rostos estranhos e nada …
Assim como sinto-me a cada dia vazia, fria e condenada a solidão. Incapaz de amar e se dar verdadeiramente, incapaz de confiar e ser confiável.
Alterego que compartilha minha alma, indomável só me resta renunciar  o controle ou fazer um acordo , qual ? Não existe!
Uma música atravessa meu corpo, contagia , envolve, mexo-me mas o outro não responde , onde você está ? Meu amor, minha perdição , meu nada. Como viver com ambos ou mais se quando preciso, vácuo .
Tento ver um rosto mas não consigo , não sei qual voz chama não á sexo, provoca , tenta, desaparece .
Se tento me encaixar no calor de outro corpo, lutam por medo das venturas , não importa, sempre vencem. Talvez, esteja na hora de tomar o controle ou talvez eu sinta prazer nessa brincadeira .

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